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O combate dos antónios: duas revelações e uma chaplinada
Publicado em: 10 Set, 2014
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As revelações:

– António José Seguro passou por um qualquer laboratório onde lhe ministraram directamente no córtex cerebral uma dose assinalável de testosterona, uma hormona que não é o seu maior património, como sabemos. Só isso explica a sua postura de Muhammad Ali nos primeiros vinte minutos do confronto. Ao vê-lo pensei que a qualquer momento os seus pêlos peitorais, num furioso exercício de rebeldia democrática, pulariam violentamente da camisa e enrolar-se-iam no pescoço do rival, asfixiando-o rápida e dolorosamente. Não aconteceu; poderia ter acontecido.

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– Ao final da tarde de ontem António Costa foi visto a sair de um conhecido SPA da capital. É lá que ultimamente se dedica ao seu guilty pleasure: a massagem primo-ministeriável que, diz-se, confere carisma, calma e credibilidade – mesmo a quem não teve a sorte de ter sido abençoado com as três qualidades. Seria exagerado dizer que a aventura de ontem à tarde tenha sido um inesquecível sucesso, mas foi suficiente para, depois dos sopapos que apanhou, se levantar e terminar o debate com alguma dignidade.

 

 

 

A chaplinada:

– Charlie Chaplin, conhecido cientista político, afirmou num dia de sol: “Eu continuo a ser uma coisa só – um palhaço, o que me coloca a um nível bem mais alto do que o de qualquer político.”  Claro que o Carlos generaliza e as generalizações são sempre estúpidas. Nenhum dos antónios encaixa nesta máxima, felizmente – mas há tantos outros antónios e josés e armandos e pedros e manueis que podem vestir este fato. Eu conheço alguns. E vocês?

 

 









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