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“Essa gorda, nem que me pagassem ia para a cama com ela (a última escuta do Processo Face Oculta)
Publicado em: 18 Set, 2014
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ana

Amigos,

Deixo-vos a última escuta, em que a ex-secretária de Estado Ana Paula Vitorino é simpaticamente apelidada de trabalhadora do sexo. Mas há mais, muito mais.

 

“O mesmo tipo de atenção e preocupação com a satisfação dos interesses de Manuel Godinho e das suas empresas relativamente à REFER, evidenciou Lopes Barreira em conversa que manteve com Paiva Nunes, administrador da EDP Imobiliária apresentado por Vara a Godinho, no dia 30-06-2009, pelas 16.16 horas, altura em que este referiu ter estado nesse dia a almoçar com Manuel Godinho, aludindo ambos à situação difícil deste, referindo-se às buscas de outro processos judicial de que pouco antes haviam sido alvo as suas empresas.

 Lopes Barreira adiantou que a responsável pelo que estava a suceder a Manuel Godinho era a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e o presidente do Conselho de Administração da REFER, Luís Pardal, aos quais se referem de forma muito desprimorosa. O Tribunal de Aveiro diz que transcreve-se esta conversa, porque é elucidativa sobre os obstáculos que Lopes Barreira via nestes para a afirmação dos interesses de Manuel Godinho na REFER.”

 

“Puta que pariu, não vale um c… Essa gaja nem que me pagassem não dormia com ela.”

Paiva Nunes (PN) – Tá!

Lopes Barreira (LB) – Meu caro amigo, tá bom?

PN – Como é que vai?

LB – Lopes… Lopes Barreira. É pá… cá se vai andando. Olhe… depois daquelas peripécias…

PN – Quem… quem é que lhe lembrou para me ligar?

LB – Ninguém. Não… estive a falar consigo… com o nosso amigo há dias.

PN – Ahh… É que eu hoje estive a almoçar com um amigo que me falou de si e até me deu o seu contacto, porque eu não tinha. Só tinha o seu contacto lá da empresa e… pronto, não queria falar para a empresa, não é!

(…)

PN – Se (imperceptível)… já lhe tinha. Mas hoje fui almoçar lá com um homem… um homem de Aveiro.

LB – Sim.

PN – Coitado, está, está agora aí a sofrer um bocado, não é!

LB – Pois está.

PN – É uma perseguição lixada, não é!

LB – É uma perseguição do caraças, pá… É do caraças, do caraças, do caraças…

PN – Que mo… quem mo… quem mo apresentou foi o nosso comum

amigo, não é [Armando Vara]!

LB – Sim.

PN – É pá… e deu referências extraordinárias, extraordinárias. E eu, nos contactos que tenho tido com o homem (imperceptível)…

LB – (imperceptível) Digo-lhe uma coisa. É um tipo porreiríssimo, um gajo são e… Ehh… estão a fazer-lhe a vida… Mas eu sei porque é que lhe fazem a vida negra.

PN – Ele… estão a fazer-lhe aqui a vida, atenção!

LB – Sim, sim.

PN – Porque eu estive a almoçar hoje com ele, depois de… de, de saber…

LB – Eu almoço com ele amanhã.

PN – Ele disse-me isso. Foi por isso é que eu disse: “É pá, então dê-me aí o contacto”…

LB – Pois… Eu almoço com ele amanhã.

PN – …“Dê-me aí o contacto”.

LB – Mas, mas… mas repare uma coisa…

PN – Aliás, nós estivemos ali… estivemos com um indivíduo que, é curioso… tivemos com um indivíduo que o conhece a si. Ehh… que o conhece a si, eu não sei se já falei consigo sobre isso, que o conhece a si, de… de, de há 30 anos atrás… de um indivíduo que foi seu colega, que se chama Manuel Rodrigues.

LB – Muito bem.

(…)

[O “amigo comum” é Armando Vara, pois que até se vieram a apurar as circunstâncias em que essa apresentação ocorreu, no dia 25-05-2009. Trata-se da testemunha Manuel Ferreira Rodrigues, que Manuel Godinho conheceu no almoço realizado em 22-06-2009, promovido por António Paulo Costa]

LB – Temos que combinar. Mas em relação ao homem de Aveiro, eu sei porque é aquilo. Eu vou-lhe explicar porquê.

PN – Então?

LB – Há ali uma dupla, pá. Ainda hoje me telefonou, pá, um dos elementos da dupla, ehh…, que é uma gaja do caraças. Já sabe a quem é que me estou a referir, não já?

PN – Sim.

LB – Eh?

PN – Sei.

LB – Sabe?

PN – Gorda… gorda que nem uma chivata!

LB – É verdade. Estive para aí meia hora…

PN – Também lhe disse a ele: “Essa gaja nem que me pagassem não dormia com ela”.

LB – Porra! É pá, hoje teve… telefonou-me se eu queria almoçar com ela. Queria muito falar comigo e não sei quê, que era muito minha amiga, que trazia-me sempre no coração (imperceptível)…

PN – Quem? Ela?

LB – Sim, sim.

PN – Puta que a pariu, ou o caralho.

LB – Puta que a pariu. Mas…

PN – Não vale um caralho.

LB – (imperceptível)… Essa dupla, eh, tem tudo organizado, está a perceber?

PN – Pois.

LB – Agora o… o…

PN – A dupla… a dupla já, já, já se… já se deitaram na mesma cama.

LB – Porra. Pois já. É.

PN – E o gajo não vale um caralho, também.

LB – O gajo não vale um caralho. Mas simplesmente…

PN – Foda-se.

LB – Estes dois anos têm sido altamente produtivos para eles, pá. Tem sido uma coisa… um vê se te avias. Bom, mas de qualquer forma, de qualquer forma…

PN – Veja lá, dê lá, dê lá… naquilo que for possível dê lá uma ajuda.

LB – Eu dou, então não dou!

PN – Um gajo porreiríssimo.

LB – (imperceptível). Eu vou almoçar com ela… ela convidou-me a almoçar com ela para a semana.

PN – Amanhã… ele disse amanhã.

LB – Não com ele.

PN – Sim, sim.

LB – Mas ela convidou-me a ir almoçar… com a gaja

PN – Para quê ?

LB – Convidou-me. Disse que queria falar comigo, quero ver o que é que vai dizer. A mim também me devem, pá, há quase (imperceptível)… devem-me aqui, eh, eh, em relação à RAVE, dois milhões e meio de euros, pá, não pagam. Agora não compreendo, há coisa que não entendo. É como é que essa gaja continua lá.

PN – Ai agora… agora já é tarde.

LB – (imperceptível).

PN – Eu sei, eu sei. Tava lá até ao fim… até ao fim.

LB – Sim. E o nosso amigo PM sabe tudo. Sabe perfeitamente de tudo há muitos anos.

PN – Então não sei, foda-se.

LB – Eu disse-lhe isso várias vezes.

PN – Ele disse-me a mim: “Que grande puta, esta gaja. Foda-se. Onde eu me fui meter ou o caralho.”

LB – Ele não tem… ele não tem as coisas, mantêm-na lá ! Eh, eh, não sei, pá.

PN – Agora?

LB – Pois! Agora, agora não.

(…)

PN – Um abraço, obrigado.

 

sucata

As escutas foram originalmente publicadas AQUI









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