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EXCLUSIVO ALTER EGO: e o vencedor da guerra no PS é…
Publicado em: 27 Mai, 2014
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Não sei que Costa vencerá Seguro, se Seguro vencerá Costa, se Costa vencerá o aparelho, se o aparelho trairá Seguro, se Seguro trairá o PS, se o PS ignorará Costa, se Costa encantará Coelho, se Coelho apoiará António, se António se espatifará ao comprido, se qualquer outra cena qualquer. Sei só uma coisa: o folclore que alegremente tomou conta do PS já tem um vencedor antecipado: chama-se António Guterres, que ganha em qualquer cenário. Se Costa vence Seguro, o presidente da autarquia lisboeta desaparece enquanto putativo candidato do partido à presidência da República (passa a apontar a São Bento); se perde, desaparece na mesma, uma vez que sai politicamente mais fragilizado do que uma flor de estufa. E, nesse caso, Guterres tem a passadeira vermelha passadinha a ferro para Belém. 

Sim, é verdade que Guterres tem negado continuamente que não quer ser candidato. Ou melhor: fê-lo até há pouco tempo, quando me deu uma entrevista para “O Todo-Poderoso”, a biografia de Jorge Coelho que acabo de publicar. As suas declarações já foram esmiuçadas à lupa na imprensa e na televisão. A mim não me deixam grandes dúvidas. E, pelos vistos, à jornalista do Expresso Rosa Pedroso Lima, que escreveu hoje uma notícia no Expresso Diário sobre o assunto, também não. Ora vejam:

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PRESIDENCIAIS

Guterres mais próximo de Belém?

TEXTO ROSA PEDROSO LIMA

A entrada de António Costa no jogo político do PS tem vários efeitos colaterais. Um deles, embora não imediato, projeta-se já na corrida à Presidência da República. Nas eleições de 2016, com Costa afastado da candidatura, a porta fica totalmente aberta para António Guterres. E, na verdade, fontes próximas do antigo primeiro-ministro garantem que a sua «enorme renitência» em voltar à política portuguesa começa, aos poucos, a desvanecer-se. Os socialistas que pensaram estar «a criar um ambiente para ele voltar» ganharam, esta tarde, um novo fôlego.

A passadeira vermelha do Rato até ao Palácio de Belém pode ficar toda para António Guterres. António Costa era um forte candidato e dos primeiros a admitir uma entrada na corrida a Belém. Em 2011, em entrevista ao Expresso, deixava claro que essa era uma tarefa possível:

«Há anos que abro jornais e vejo projetos para a minha vida. Vejo-me na Câmara até ao final deste mandato e no final veremos. A Presidência? Não pensei, mas ainda vou fazer 50 anos. Tenho muitos anos para me poder ocorrer essa ideia. Sou otimista quanto à minha esperança de vida». Pelos vistos, chegou a hora.

Sem ter de disputar a candidatura a Belém com um delfim do seu próprio partido e se uma vaga de fundo se levantar no PS, António Guterres pode ter a alavanca que precisa. Fontes próximas do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados acreditam ver «uma mudança» na perspetiva com que Guterres tem olhado para o seu futuro na política portuguesa. Até há pouco, era uma «renitência absoluta», um assunto encerrado. Em meados de Maio, passou a ser uma «probabilidade, mesmo que mínima». A frase, inscrita na biografia política de Jorge Coelho, causou uma onda de apoios no PS e até entre os sociais-democratas. Em recente entrevista de Jorge Coelho à TVI, aquele que foi o número dois de Guterres e que publicamente se disponibilizou para ser diretor de campanha se ele resolvesse candidatar-se, não exclui esta possibilidade. Coelho negou ter qualquer indicação nesse sentido, mas sempre foi dizendo não ter dúvidas sobre as qualidades de Guterres e sobre o apoio que recolheria.

Guterres não reagiu. Até agora. Mas, garantem as mesmas fontes, «registou a repercussão que a frase teve» e «deixou correr» o entusiasmo. Afinal, o silêncio, por vezes, pode falar mais alto que muitas palavras.









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