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A minha crónica de hoje no Record
Publicado em: 27 Mar, 2014
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A mente humana está desenhada para garantir a sobrevivência. Os cientistas dividem-se em relação a muitos tópicos, mas são unânimes em considerar que todas as nossas reacções, nomeadamente as mais imediatas e emocionais, são uma resposta ao que o cérebro interpreta como ameaças ao equilíbrio natural. Falo da mentira, da verdade, da rebeldia, da frontalidade, da cobardia, da coragem, do rancor e, sobretudo, da vingança.

Ontem, no Estádio do Dragão, Ricardo Quaresma e os seus companheiros de equipa quiseram muito sobreviver. E por isso jogaram mais do que alguma vez o tinham feito esta época, contra a que tem sido a melhor equipa do campeonato. Foi na coragem e na sede de vingança que os jogadores do Futebol Clube do Porto foram resgatar as forças que lhes permitiram não cair aos pés do pior dos adversários.

Luís Castro, um homem educado e sensato, devolveu à equipa a raiva que perdera durante a passagem de Paulo Fonseca. Jackson Martinez voltou a marcar, Defour começou finalmente a jogar e Quaresma, bom, Quaresma continuou a ser Quaresma, com o talento que toda a gente lhe reconhece, acrescido de uma maturidade até agora desconhecida.

Ontem, os jogadores do Porto não pensaram. Limitaram-se a existir, a deixar que os impulsos mais primários os guiassem no relvado. A sua atitude lançou Jorge Jesus para um labirinto cuja saída foi incapaz de encontrar. É verdade, não chegou para o colocar novamente de joelhos. Mas foi um sinal. O treinador do Benfica e os benfiquistas de uma forma geral ficam avisados: o velho Porto regressou. Tenham medo. Muito medo.

 

 

 

 

 









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