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O Mãozinhas foi condenado. Devia ter sido considerado património nacional
Publicado em: 19 Dez, 2013
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E pronto. O presidente da Câmara Muncipal de Vila Franca do Campo foi definitivamente fuzilado pela justiça. Falo, naturalmente, de Ricardo Rodrigues, o malabarista que há quase quatro anos conseguiu fanar dois gravadores durante uma entrevista, sem que os jornalistas – eu próprio e a terrível Maria Henrique Espada – dessem por isso. Para quem ainda não sabe, aqui fica a notícia: o Tribunal da Relação acaba de confirmar a sentença do tribunal de 1ª instância e o “mãozinhas”, como é carinhosamente tratado nos corredores da Assembleia da República, terá de pagar uma multa pelo crime de atentado à liberdade de imprensa.

A condenação é, naturalmente, injusta. Em vez de proscrito, Ricardo Rodrigues devia ser declarado património da nação. Haverá algum português vivo que simbolize de forma tão viva o que este povo tem de melhor? A chico-espertice. A capacidade de improviso. A irreverência infantil. A pureza na ausência de princípios. A destreza nas mãos e a sagacidade no olhar. O ex-deputado é, a partir de agora, um mártir. Ricardo: se me estiveres a ler aí em Vila Franca do Campo (há Internet na aldeia, certo?), recebe um forte abraço deste admirador que nunca te esquece.

 

 









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