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Eu, o meu filho, a minha mulher e as urgências hospitalares: tão felizes juntos
Publicado em: 05 Dez, 2013
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Hoje lá voltei com o Rodrigo para as urgências. Trata-se de um bebé extremamente doente. Uma vez mais salvou-se da morte certa. Até ao dia. Quando quiser reconstituir a história da sua infância, o meu filho de quatro anos terá facilidade em fazê-lo. Bastar-lhe-à consultar a imensa colecção de fotos que os pais têm diligentemente tirado sempre que o apanham na sala de espera da urgência pediátrica do CUF Descobertas. Há quem diga que se trata de um hábito mórbido. Têm razão – mas só no que respeita ao facto de se tratar de um hábito. É que de mórbido ele não tem nada. Quando se vai muitas vezes ao hospital, como é manifestamente o meu caso (também sou uma pessoa extremamente doente. Ah!, e a minha mulher, a Rita, também), ele passa a ser uma espécie de segunda casa, um espaço familiar em que encontramos algum conforto e em que é possível passar uns minutos com graça. Woody Allen explica muito bem a beleza desta coisa das pessoas doentes e dos médicos e dos hospitais e das seringas e das picas que se têm de levar no traseiro e noutras partes do corpo. E eu revejo-me nele. E como nada é suficientemente belo até que seja eternizado, a utilização do iPhone acaba por se tornar uma inevitabilidade. Capiche?

 

1

Aqui já tinha lá ido umas 50 vezes

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Nesta com um chapéu esquisito que encontrou por lá

3

Altamente satisfeito por regressar a casa

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A Rita parece mais doente que ele

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Há tempo para tudo – até para brincar com filtros de iPhone

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Estou tão escavacado

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A brincar como se não fosse nada com ele

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Hoje mesmo, a dizer olá ao pessoal

9

E na pele que veste sempre que não está doente









2 comentários a “Eu, o meu filho, a minha mulher e as urgências hospitalares: tão felizes juntos

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