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A Newsweek voltou. E isso é só mais ou menos bom
Publicado em: 04 Dez, 2013
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No dia em que foi anunciado o regresso da Newsweek, republico o post que escrevi aquando do seu fecho, há praticamente um ano. Não retiro uma vírgula porque este regresso significa um passo atrás. Quer dizer que o modelo pós-moderno, muito suportado no peso da internet e na sua infinita capacidade para multiplicar mensagens, falhou. Aqui fica o que escrevi na altura.

A Newsweek acabou esta semana com a sua edição em papel. Não posso dizer que estou triste. A verdade é que apesar de ter melhorado muito desde que Tina Brown assumiu a direcção, ainda tinha edições – como dizê-lo? – bem merdosas. Não é, felizmente, o caso do último número, que traz coisas geniais. A melhor de todas é uma  história oral da revista, contada por quem lá trabalhou. Ficamos a saber que o segredo da sua ruína financeira remonta aos anos 80, quando os repórteres da revista tinha carta branca para fazer tudo – TUDO – o que tivesse de ser feito para chegar à notícia. Um dia, em reportagem na Índia, o jornalista De Borchgrave apanhou um terreno tão irregular que tornava impossível a travessia da fronteira com o seu jipe. Mas ficar para trás não era opção. Solução que encontrou: gastou uma fortuna a contratar dezenas de homens para carregarem o seu carro à mão. Como justificou ele a despesa junto da contabilidade da empresa? “For manhandling our Jeep across a landslide.” A Newsweek como a conhecemos morreu. Mas o que vem lá é muito melhor. Eu acredito.

E agora fiquem com algumas das capas mais icónicas da história da revista:

 

 

0O primeiro número

7

8

11

6

4

5

9

A última edição impressa









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