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A minha crónica de hoje no Record
Publicado em: 04 Dez, 2013
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Três motivos para Pinto da Costa não contratar Quaresma

 

1 – Quaresma tem um problema chamado indisciplina

Há muitos anos, Octávio Machado, na altura membro do staff técnico da equipa do Futebol Clube do Porto (FCP), tinha um part-time: correr as capelinhas do pecado portuense a recolher os principais craques do clube que mergulhavam nos calores da noite. Entretanto passaram muitos anos e Octávio dedicou-se à presidência dos Bombeiros de Palmela. Mas não consta que a obsessão com os desvarios dos jogadores tenha esmorecido por aquelas bandas. Pinto da Costa sabe, por experiência própria, que o convívio com o bas fond nocturno pode ser doloroso. Portanto: no FCP Quaresma não poderá cair na noite, como pelos vistos gosta. E não poderá dedicar-se a outras actividades, sob pena de rapidamente ser bloqueado à porta do parque de estacionamento do Dragão. Exemplos: discutir com o treinador quando for substituído, como terá feito com Carlos Carvalhal no Besiktas; urinar no técnico de equipamentos do clube, como foi acusado de fazer também no Besiktas; ou dedicar-se a mostrar os genitais a uma funcionária do clube, gesto de que também foi acusado na Turquia e no qual prefiro não acreditar.

 

2 – Quaresma ganha muito dinheiro

 

No Besiktas começou por auferir 3,75 milhões de euros anuais. Mais tarde, foi decidida uma redução para 3 milhões. Se fosse para o FCP ganhar uma soma equivalente, tornar-se-ia o jogador mais bem pago da história do clube. Isto aos 30 anos, depois de uma carreira que prometeu muito no início mas que, se devidamente espremida, pouco sumo produz. A sua entrada no balneário do FCP geraria um tumulto entre os menos bem pagos – e, já agora, entre os consagrados como Lucho Gonzalez, Helton ou Jackson Martinez -, que teriam dificuldades em entender os motivos que levam o clube a pagar um salário desproporcionado a um jogador que chega a meio da época.

 

3 – A carreira de Quaresma é um flop

 

Ponto prévio: os portistas devem muitos momentos inesquecíveis a Ricardo Quaresma. Os anos em que jogou no Porto foram de longe os melhores da sua carreira. Respondeu com assistências e golos prodigiosos à devoção dos adeptos pelo seu futebol. Mas isso foi há muitos anos. Entretanto Quaresma entrou numa espiral de decadência futebolística: no Inter de Milão raramente foi opção; no Chelsea teve utilidade nula; no Besiktas, depois de um período de grande fulgor inicial, caiu em desgraça; e nos últimos tempos, no Al Ahli, da Arábia Saudita, nem se sabe bem o que andou a fazer. Quaresma é um jogador que aos 30 anos parece que está no final da carreira. Um veterano que se arrasta à espera que alguém lhe dê a mão. Parece que Pinto da Costa está disposto a fazê-lo. Daqui a seis meses veremos se se arrependerá.

 

 

 

 

 









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