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Margarida Rebelo Pinto e o fellatio a Marlon Brando
Publicado em: 08 Nov, 2013
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O jovem actor Marlon Brando descansava no seu camarim quando um dos elementos da produção da peça que protagonizava na Broadway lhe bateu à porta.

 – Está aqui uma pessoa que te quer ver.

Era habitual que depois das peças Marlon, um furioso garanhão, “atendesse” algumas meninas sequiosas por conhecer o miúdo que era então visto como a “next big thing” do cinema americano. Mas nessa noite Marlon não estava para aí virado.

– Hoje não me apetece.

– Acho que esta vais querer atender.

– Não dá, estou cansado.

– A sério, vais mesmo querer conhecê-la.

– Ok, manda-a vir.

Uns minutos depois alguém bate à porta. Marlon arrasta-se até lá. À sua espera está uma loura robusta de joelhos que, acto contínuo, lhe aplica um valente fellatio. Quando o ritual atinge o epílogo, a rapariga olha para cima e diz: “Olá, o meu nome é Marlene Dietrich”.

 

Marlon-Brando-1

Marlon, o abusado…

A história consta de uma das muitas biografias sobre o actor americano e diz quase tudo sobre o que de melhor o ser humano possui: a capacidade para partilhar. Marlene partilhou gentilmente os seus dotes de natureza oral com a mesma generosidade com que outros grandes vultos o fizeram em todas as outras artes, com o cinema, a literatura, a música e pintura à cabeça.

Foi com essa mesma generosidade que muitos leitores ontem partilharam a sua indignação comigo a propósito do post em que alegadamente eu defendia a – cito – “vaca da Margarida Rebelo Pinto”. A defesa do monstro da literatura light faria de mim obviamente um bovino da mesma estirpe que ela. Mais: um – cito – “palhaço” que não se preocupa com os mais pobres; um – volto a citar – “anormal” que não distingue o acessório do essencial.

A todos os que decidiram partilhar comigo o que de melhor possuem não me resta senão agradecer a vossa atenção. É certo que não defendi Margarida Rebelo Pinto; é certo que não sou contra manifestações; é certo que não sou um inimigo do Serviço Nacional de Saúde, a quem muito devo; é certo também que não sou amigo ou amante da escritora. Mas o que interessa isso? O que verdadeiramente me importa hoje é celebrar a essência da fruição e da felicidade, materializada na arte única da partilha, venha ela sob a forma de um maravilhoso fellatio ou de um inspirado insulto.

 

Marlene-Dietrich

…e Marlene, a comilona









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