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O ex-espião Jorge Silva Carvalho procede à limpeza do porão
Publicado em: 22 Nov, 2013
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Os estilhaços da novela que nos anima há muito continuam a saltar. O último episódio da saga Ongoing/Silva Carvalho/Secretas/Balsemão é um post assinado na sua página no Facebook pelo ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho, sobre a recente nomeação de Vasco Rato para presidente da FLAD. Leiam e sintam o cheiro intenso da ironia.

 

Conhecida a intenção do PM em nomear o Vasco Rato para a liderança da FLAD, à boa maneira portuguesa, começaram a pulular nas redes sociais os comentários mais soezes sobre a escolha.

Não entendo de todo porquê.

O Vasco Rato é um claramente uma personalidade pública capaz de representar o nosso país à frente da FLAD. É um homem recto, íntegro, leal, amigo do seu amigo, responsável e de elevada probidade moral. Com uma brilhante e reconhecida carreira académica, em Portugal e nos EUA, sendo assessor no Instituto da Defesa Nacional com vasta obra e membro do IPRI, com uma passagem de destaque como deputado parlamentar, tendo um até um trajecto de relevo e eficácia como administrador em empresas privadas e sendo um autêntico especialista em assuntos de política externa (o PM poderia bem ter pensado nele para mais altos voos no MNE!), para além de ser um dos ideólogos das políticas neo-liberais mais vincadas deste Governo, não entendo as razões dessas críticas.

No nosso país, é sempre o mesmo, resume-se tudo a ser amigo pessoal do PM.

A FLAD é uma instituição importante para as relações Portugal EUA e um instrumento útil para o desenvolvimento dessa relação e não pode ser apenas um couto de alguns amigos para a distribuição de patrocínios, apoios e bolsas.

Tenho a certeza de que com o Vasco o caminho seguido será, sem a mínima dúvida, o da transparência, clareza e seriedade na administração da FLAD.

Enfim, não fosse o Vasco um homem de direita e diria apenas Força, força, companheiro Vasco!

É importante algum contexto: Vasco Rato trabalhou com Jorge Silva Carvalho na Ongoing. Foi ele que apresentou o ex-espião a Passos Coelho, numa altura em que Jorge Silva Carvalho era um homem influente, daqueles que “interessava conhecer”. Quando o escândalo das secretas rebentou, Silva Carvalho, que outrora fora visto como o génio da espionagem, passou a ser tóxico para Vasco Rato e para Passos Coelho (e, já agora, para quase todos os que até então o veneravam), que o passaram a olhar olimpicamente de lado. Em entrevista à Sábado (conduzida por mim e pelo intrépido repórter António José Vilela), Rato chegou mesmo a afirmar que “Silva Carvalho não é um gajo que eu aprecie”. Pelos vistos o sentimento é mútuo.

 

JSCJorge Silva Carvalho não deu a outra face a Vasco Rato









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