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As camaradas do Bloco têm pêlos na peitaça?
Publicado em: 30 Ago, 2013
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E pronto. Quando toda a gente estava convencida de que o Bloco de Esquerda estava em decadência; que já não tinha ideias como antigamente; que a criatividade dos primeiros anos se tinha esfumado; que a rebeldia e o arrojo quase infantis que sempre o caracterizaram estavam com rugas; surge uma luz ao fundo do túnel. A prova de que o BE está vivo é a mais recente iniciativa das camaradas Adriana Lopera e Elsa Almeida, duas gostosas que querem penalizar os piropos porque, disseram ao i, “o homem é ensinado desde pequeno a ser sujeito sexual, a ter desejo, prazer, orgasmo e a falar disto abertamente fazendo alegoria dos seus dotes de engate e não só” e “pelo contrário à mulher é reservada apenas a possibilidade de ser objecto sexual”.

Não conheço as mentes brilhantes que estão na origem da revitalização do BE mas arrisco um palpite: são jovens, nunca receberam um piropo, têm uma relação complicada com a banhoca e – como dizer isto sem parecer um australopiteco? – acham que as depiladoras são uma ameaça à ecologia corporal. São as Cláudias Ohanas da modernidade.

Para celebrar o meu primarismo e a criatividade das camaradas, dedico-lhes, com carinho e alguma amizade, uma colectânea de piropos sacados da net. É aproveitar enquanto não vou preso. 

 

peluda

A pergunta que se impõe: as camaradas do BE têm pêlos na peitaça?

 

Aqui estão as meninas:

 

– Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo
– Ó febra! Junta-te aqui à brasa!
– Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui mais uma vez?
-Posso-te pagar uma bebida, ou aceitas dinheiro?
– Tanta carne e eu em jejum
– Que curvas. E eu sem travões
– Isso é que são carnes, não as que a minha mãe mete no cozido à portuguesa
– Diz-me como te chamas para te pedir ao Pai Natal
– Linda, não sabia que as bonecas andavam.
– Isso é tudo teu?
– Deves usar cuecas TMN, é que tens um rabo que é um mimo.
– Sabes onde ficava bem essa tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu quarto!
– Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui mais uma vez?
– Filha, contigo era até ao osso!
– (Para uma gaja vestida de verde) Gosto delas mais maduras, mas mesmo assim tu marchavas…

– Ó doce, era onde fosse.

– Ó filha, aperta aqui que é mais fofo.

– Andas na tropa? É que já marchavas…
– Tantas curvas e eu sem travões.
– Tanta carne boa e eu em jejum.
– A ti não te custava nada e a mim sabia-me tão bem.
– Ó boneca, era a estrear.
– Estou a lutar desesperadamente contra o impulso de fazer de ti a mulher mais feliz do mundo.
– Sabes onde ficava bem a tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu quarto.
– Só a mim é que não me calha uma destas na rifa.
– Ó filha, queres ir ao céu? Sobe os andaimes que o resto do caminho é por minha conta.
– Essa roupa fica-te muito bem, mas eu ficava-te melhor.
– Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui outra vez?
– Não te esqueças do meu nome, mais logo vais gritá-lo.
– És um bilhete de primeira classe para o pecado.
– Queria ser um patinho de borracha para passar o dia na tua banheira.
– Deves estar tão cansada, passaste a noite às voltas na minha cabeça.









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