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Vamos dar às pessoas um motivo para confiarem em nós?
Publicado em: 04 Jul, 2013
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Portas sai do Governo; Paulo reentra no Governo; Portas volta a sair, para Paulo voltar a entrar uns minutos depois. Paulo sai da liderança do CDS; Portas é recandidato a líder. Paulo Macedo é o novo ministro das Finanças; Paulo Macedo não mudará afinal de pasta. O Governo cai; afinal não cai e volta a cair para se levantar de novo. A novela mexicana podia continuar. O que se passou nos jornais e nas televisões nos últimos dias devia fazer-nos – a nós, jornalistas – parar para pensar. A única hipótese de o jornalismo tal qual o conhecemos não morrer em poucos anos é a aposta sem tréguas no reforço do laço de confiança entre quem escreve e quem lê. Episódios destes são uma lamentável confirmação das teses daqueles que constantemente nos acusam de sermos moços de recados de fontes interessadas em promover interesses instalados, sejam eles políticos, económicos ou outros.

 

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Sim, é verdade que a exclusividade e a antecipação são valores-notícia muito poderosos. É importante sermos os primeiros. É fundamental tentarmos ser os únicos. Mas ainda mais fulcral do que isso é preservar a essência da profissão: honrar o compromisso de responsabilidade que temos com quem nos lê. Não sou uma virgem púdica; muito longe disso. Toda a minha carreira foi feita a perseguir exclusivos e a tentar ser o primeiro. Já errei algumas vezes. Tentei aprender com as falhas. Numa altura em que as pessoas não têm motivos para confiar nos políticos, não estará na hora de lhes darmos razões para confiarem em nós?









1 comentário a “Vamos dar às pessoas um motivo para confiarem em nós?

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