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Toda a verdade sobre Paulo Portas e sobre a incapacidade do líder do CDS para aguentar uma coligação, por Vítor Matos
Publicado em: 04 Jul, 2013
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«Eram as informações

que tinha: estavam a liquidá-lo como político e pessoa. E não

era o Governo. Acho que era uma parte do PSD que estava a fazer

isso para liquidar a AD e liquidá-lo a ele.»91

Nessa fase, Marcelo tem uma conversa em sua casa com Sofia

Galvão, que era coordenadora de uma comissão consultiva do partido

que o líder não tornara pública. «Fiquei com a ideia que ele tinha

mapeado uma série de pessoas de lojas diversas e não apenas da Casa

do Sino [que estava relacionada como Caso Moderna]. Ele tinha a

noção de que o país estava infestado de maçons. Falou-me de muitos

nomes, de lojas diversas, e até de uma loja feminina, de gente dos

partidos, da comunicação social, da universidade, pareceu-me que

conhecia essa realidade muito bem e achava que havia uma rede de

influência. Na altura, essa conversa impressionou-me, não estava

desperta para essa realidade.» Marcelo desdramatiza. Coincidira com

uma visita do grão-mestre do Grande Oriente Lusitano a apresentar

cumprimentos ao líder do PSD.

Marcelo e Portas, duas criaturas hipersensíveis à comunicação social,

reagem de maneira diferente ao escândalo. A direção do PP diz que o

líder do partido está a ser «vítima de uma perseguição inqualificável»,

para diminuir o impacto da AD e que as notícias servem para abafar

outros escândalos que têm a ver com o Governo: a corrupção na Junta

Autónoma de Estadas; o pedido do ministro da Defesa, Veiga Simão,

ao diretor do SIEDM (Serviços Secretos Externos) para vigiar generais

e almirantes; os conflitos com Fernando Negrão da direção da Polícia

Judiciária; a demissão do conselho de fiscalização dos serviços secretos.

Apesar de o ruído também o prejudicar, Marcelo nunca aparece

em público a dar a mão a paulo Portas e deixa-o fritar em lume

brando a ver se ele aguenta. A 26 de fevereiro, começa por dizer que

defende «um processo de investigação sério para que os milhares de

alunos daquele estabelecimento de ensino (a Universidade Moderna)

não sejam prejudicados».92 Nunca se pronuncia sobre Portas, que

entretanto ameaça processar o Estado pelas «barbaridades que setores

do Governo têm posto nos jornais».93









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