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Toda a verdade sobre Paulo Portas e sobre a incapacidade do líder do CDS para aguentar uma coligação, por Vítor Matos
Publicado em: 04 Jul, 2013
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Mas nesta época em que ainda se

recordam os tempos de ouro do cavaquismo, só há uma coisa que

levanta um congresso que não seja invocar a memória de Sá Carneiro:

falar de grandes obras públicas, e acusar o PS de não acabar as

autoestradas que o PSD começou a construir. Aí sim, o líder é ovacionado

com entusiasmo. A seguir, fará o discurso do «Zé», glosando

o livro de Cardoso Pires, E Agora José?, em que fala dos Zés e das

Marias, para se dirigir diretamente aos portugueses:

– Como o Zé, há 80 mil portugueses em lista de espera para operações…

O Zé tem automóvel e não percebe como é que o preço do

petróleo baixa 50% e a gasolina não baixou… O Zé não entende nem

aceita que em quatro anos tenham sido feitos 80 quilómetros de autoestradas

no oeste e não tenha sido feita a autoestrada do Algarve…»

Se em Tavira nunca se esclareceram as dúvidas em relação aos

dois terços de votos eletrónicos mais um, no Porto há números para

todos os gostos. O truque é antigo: o boletim de voto só tem um

quadradinho para votar a favor da moção com a estratégia da AD,

não há maneira de votar contra. Quem o quiser fazer ou vota nulo

ou em branco. Mota Amaral, presidente do Conselho de Jurisdição,

anuncia a vitória da direção, com 80%, um resultado expressivo: 923

votantes, 107 nulos, 64 brancos e 604 a favor. António Capucho e

Pedro Santana Lopes deitam-se a fazer contas. A direção anda lá

perto, mas contabilizados os brancos e os nulos, não se chega aos

dois terços que o líder exigiu.

Enquanto Leonor Beleza faz o discurso de encerramento, pelo meio

do burburinho e dos protestos ninguém a ouve. António Capucho

apupa a mesa furiosamente. Durão Barroso diz que não contem com

ele para a agitação.88 Manuela Ferreira Leite ajuda o secretário-geral

Torres Pereira com as contas. Encontrados os números adequados,

Marcelo intervém com argumentos de jurista: é ele a comunicar o

verdadeiro resultado, embora a tarefa coubesse ao Conselho de Jurisdição:

são 74% dos votos, retirados os nulos, que não são considerados

votos validamente expressos.









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