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Toda a verdade sobre Paulo Portas e sobre a incapacidade do líder do CDS para aguentar uma coligação, por Vítor Matos
Publicado em: 04 Jul, 2013
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Só faltava ao PSD aprovar as listas europeias em Conselho Nacional.

«Depois o processo é irreversível», argumenta Marcelo, que

nos dias seguintes tem várias viagens marcadas para a Europa. «Vamos

fazer o seguinte, eu vou para Berlim e mantemos o contacto…»

Os dias seguintes são frenéticos.

Marcelo voa para Berlim, para a primeira cimeira do PPE realizada

sem o líder alemão Helmut Kohl. Leonor Beleza acompanha-o.

«Em menos de cinco minutos de discurso pôs toda a gente a olhar

para ele com atenção», recorda Beleza. Começou por dirigir-se aos

alemães em alemão, depois falou francês e inglês, louvou a ação do

antigo chanceler na construção europeia. Entretanto, o diretor da

Judiciária Fernando Negrão, demite-se em colisão com o ministro da

Justiça Vera Jardim.

Marcelo regressa a Portugal de urgência. Liga a Portas a combinar

o que dizer como reação, janta com Rita Amaral Cabral para comemorar

o aniversário dela, passa apenas as horas necessárias em Lisboa

e apanha um avião para Paris porque no dia seguinte tem um pequeno-

almoço com Giscard D’Estaing. Como vice-presidente do PPE,

tinha sido incumbido de o convencer a fazer listas conjuntas para o

Parlamento Europeu, servindo-lhe o exemplo português, mal o francês

sabia como iam as relações políticas da direita na pátria lusa.

Em Paris, nessa noite, completamente esgotado, Marcelo Rebelo de

Sousa tem um jantar com emigrantes portugueses onde, como de costume,

cumprimenta todos os presentes. Está acompanhado por Mário

David e Carlos Horta e Costa. Em Lisboa, em simultâneo, Paulo Portas

reúne a comissão executiva do CDS-PP, o seu núcleo duro político.

Marcelo estava curioso por saber o que iam dizer os populares e esperava

um telefonema de Portas a dizer como tinha corrido a reunião.

Fica acordado até às quatro da manhã e nada de Portas. Deita-se. «Eu

tenho de dormir umas horas senão amanhã não me aguento», diz a si

mesmo. O pequeno-almoço giscardiano era às 07h30.

Enquanto isso, no Largo do Caldas, Paulo Portas volta a repetir

que Marcelo andava a conspirar contra ele e a meter notícias nos

jornais sobre a Moderna. Diz que Rebelo de Sousa até já tinha começado

a negociar com Maria José Nogueira Pinto, a oposição interna,

para garantir a continuação AD depois de ele cair. Com as

europeias no início de junho e as legislativas em outubro, o momento

para romper era aquele ou então seria tarde de mais.









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