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O combate ente Marinho Pinto e Isabel Moreira na íntegra
Publicado em: 15 Jun, 2013
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Não. Eles estão mais preocupados em ajudar crianças do que em satisfazer caprichos de adultos. E eu gostava que a drª Manuela Eanes quebrasse este seu silêncio ensurdecedor. Se a drª Manuela Eanes fala pela voz da drª Isabel Moreira ou pela voz do dr. Miguel Vale de Almeida, que diga de uma vez o que pensa. Se é verdade o que diz a drª Isabel Moreira, a drª Manuela Eanes andou a mentir nos últimos 30 anos.

IM: A afirmação que fez em relação à drª Manuela Eanes é grave…

MP: Eu entendo-me com ela, não se preocupe.

IM: É a minha opinião. É grave e acho que está permanentemente a acusar as pessoas de serem retóricas e o sr. Bastonário nesta matéria é uma máquina retórica.

MP: …ó drª Isabel Moreira…

IM: …é advogado mas está-se nas tintas para o que os outros dizem, está-se nas tintas para o que diz o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. A drª Manuela Eanes é presidente do IAC e toma posições institucionais. Emitiu um comunicado em que explica por a mais b porque é que esta lei é favorável às crianças. O comunicado está no site.

MP: Nunca a ouvi falar.

IM: O comunicado está lá, só não lê quem não procura.

MP: Há uma diferença enorme entre nós: você é uma militante desta causa.

IM: Qual causa?

MP: Dos LGBT.

IM: O dr. Marinho também foi, defendeu o casamento homossexual.

MP: Não fui, exprimi a minha opinião.

Esta questão não estava no programa eleitoral. O que diz aos que defendem que por isso mesmo devia ser referendada?

IM: Todos os dias são tomadas no Parlamento decisões que não estavam nos programas eleitorais. O referendo é utilizado em casos excepcionalíssimos. Sou contrária a referendos nestes casos. O casamento entre pessoas do mesmo sexo também não foi referendado.

MP: Nas questões de consciência a militância conduz sempre ao fanatismo que assenta numa ética da convicção.

IM: Todos os que discordam de si são fanáticos e militantes…

MP: Ó drª Isabel Moreira…

IM: … fanatismo é não ler, não ver os pareceres, não ver a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Vá-se informar, senhor Bastonário!

MP: Eu sei que sou ignorante…

IM: Não é! Não lhe chamei ignorante.

MP: Está a insinuar.

Há uma pergunta que tenho de lhe fazer: o Marinho Pinto recorda-se mesmo do dia em que nasceu, como escreveu num artigo publicado no Jornal de Notícias?

MP: Recordo.

IM: Ahahahahaha.

MP: Está aqui marcado. O amor que me liga à minha mãe e que durante toda a vida dela a ligou a mim está tão marcado… eu recordo o momento em que ela, quase a morrer – esteve à beira da morte – me pegou nos braços e me beijou. E naquele momento em que restava quase a morrer sentiu uma felicidade quase apoteótica por ser mãe (emociona-se). É isto que algumas pessoas não compreendem, ou não querem compreender. Por isso é que digo que há na nossa vida dimensões simbólicas importantes que não podemos negar. Quando digo isso, é óbvio que você percebe e só mesmo por provocação é que me faz essa pergunta.

IM: É evidente que esse momento é de uma comoção…

MP: … e vou-lhe dizer outra coisa que pelos vistos a horroriza porque transcreveu essa parte no blogue onde escreve, o Aspirina B. O momento mais belo da vida é quando nós somos retirados da vagina ensanguentada da nossa mãe todos sujos e somos erguidos, monstrinhos disformes, ainda roxos. É o momento em que nasce um ser humano, o momento apoteótico da maternidade e da paternidade.

IM: O momento que o senhor Bastonário partilhou é de grande comoção. Também tenho momentos muito fortes gravados na minha realidade pessoal. O que acho é que há uma tentativa de colonização social de experiências pessoais. Eu também tenho uma família tradicional: pai, mãe, irmãos, quarenta e tal anos de casados, mas sei que existem outras famílias na sociedade. E tenho visto experiências esplendorosas em casais do mesmo sexo.









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