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O combate ente Marinho Pinto e Isabel Moreira na íntegra
Publicado em: 15 Jun, 2013
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A verdade é que ainda não apresentou nenhum em sentido contrário.

MP: Mas isto é uma questão de estudos?

IM: É.

MP: Você quer-me apresentar um estudo a dizer que é melhor para a criança ter dois pais em vez de um pai e uma mãe?

IM: Não foi isso que eu disse.

MP: Então mas que estudos são esses? Eu não apresento nem tenho de apresentar estudo nenhum. Apresento as minhas opiniões. O direito das crianças é terem um pai e uma mãe e não o podem anular com o direito de adultos, inventando famílias e filhos artificiais.

Isabel Moreira, é ou não verdade que representa um grupo ligado ao movimento LGBT em que se inclui, por exemplo, o ex-deputado Miguel Vale de Almeida, que tem uma agenda organizada neste tipo de questões fracturantes?

IM: Nós, portanto, o Instituto de Apoio à Criança? A drª Manuela Eanes é uma furiosa activista do movimento LGBT?

MP: Os seus argumentos são isto…

IM: Repare: se o dr. Marinho Pinto não acredita que estou preocupada com crianças não posso fazer nada. Não vou argumentar contra uma crença. Esta discussão para ser séria tem de olhar para a ciência. Antes de fazer o projecto-lei fui procurar os estudos existentes. O projecto demorou quase um ano a ser feito, não foi escrito em cinco segundos. As crianças em causa já estão em lares de dois pais ou de duas mães. E não vou invocar para isso as crianças de famílias homoparentais que conheço, eu invoco os estudos. O argumento da natureza é perigoso. Serviu para coisas que não quero recordar. Foi usado também contra a contracepção, contra a interrupção voluntária da gravidez. Há alguma coisa de natural em interromper uma gravidez? Não há nada. As famílias não são apenas biológicas. Não me sinto no direito de dizer a uma família com dois pais ou duas mães…

MP: … isso é mentira, essas famílias são mentira, não existem! Não há dois pais e duas mães. Isso é uma invenção mentirosa do ser humano!

IM: Isto veio antes do Direito. Não é uma agenda LGBT, o que não posso negar à criança é direitos porque os pais são do mesmo sexo.

MP: A criança não pode exercer os seus direitos…

IM: …mas quer impor-lhe uma mãe.

MP: Não quero impor-lhe mãe nenhuma. Quero é não destruir a representação que ela faz da mãe dando-lhe um homem, dando-lhe um segundo pai…

IM: … ela já o tem!

MP: Não tem. Tem o amante ou o marido do pai.

IM: Que faz papel de…

MP: … não faz papel nenhum! Papel de pai é só um. Será um mau pai, como será uma má mãe, quem reparte essa condição com outro homem ou mulher. Com o seu projecto o Estado dá-lhe um segundo pai ou mãe para satisfazer um capricho.

IM: Um capricho? E no caso de sexo diferente, é também um capricho?

MP: O que estão a quere impor à criança é uma violência. A adopção é justamente para lhe dar pai e mãe. Não é porque dois homens gostam um do outro que podem ser os dois pais.

Mantém a afirmação que fez no Prós e Contras, segundo a qual uma mulher que decide ter um filho de forma independente é uma má mãe?

MP: Não fiz essa afirmação.

IM: Fez, fez.

MP: Não. O que eu pergunto é que direito tem uma mulher de ter um filho órfão. Uma mulher pode dispor da sua vida e do seu corpo, não pode dispor de outros. Um dia essa criança vai querer saber quem é o seu pai. Que resposta lhe vamos dar?

Isabel Moreira, que resposta lhe vamos dar?

IM: Deixe-me só responder a outra coisa que o senhor Bastonário disse. Duas mães criam uma criança durante 10 anos. As duas cuidaram, amaram, protegeram. Sem este projecto, morrendo a que é reconhecida judicialmente, o senhor Bastonário defende que ela deva ser entregue a uma instituição para lhe encontrar um pai e uma mãe.

MP: Já me ouviu dizer isso?

IM: Está implícito na sua argumentação. Isto não é um capricho. Seria um capricho com um casal heterossexual.

MP: E se eles se divorciarem a seguir, o que acontece?

O mesmo que aos casais heterossexuais, ou não?









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