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Tic, tac; tic, tac: Bruno de Carvalho, o seu tempo está a acabar
Publicado em: 11 Abr, 2013
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Foi Daniel Sampaio quem o contou, numa entrevista recente ao Diário de Notícias: em plena euforia pré-eleitoral no Sporting, foi convidado para participar num jantar em casa de Eduardo Barroso, na altura presidente da Assembleia Geral do clube. À volta da mesa sentaram-se, para além dele e de Eduardo Barroso, ilustres sportinguistas, com José Maria Ricciardi, vice-presidente do BES, na primeira linha.

 

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José Maria Ricciardi: o todo-poderoso

 

Daniel Sampaio não teve a gentileza de partilhar com o mundo o menu, mas também não foi exactamente para isso que se juntaram – na verdade, José Maria Ricciardi queria dar cumprimento a um ritual que se arrasta há muitos anos no Sporting, comunicando aos presentes o nome que escolhera para presidir ao clube: Daniel Sampaio. “Nesse jantar soube histórias espantosas. Um pequeno grupo é que designava o presidente ideal”, afirmou Sampaio ao DN. O médico terá recusado o convite – ou melhor, a nomeação – e o salário que lhe terão sido oferecidos, deglutido o jantar e ido fazer a digestão para outras paisagens.

O que espanta nesta história não é a atitude do vice-presidente do BES, um dos maiores credores do clube; é a aparente ingenuidade de Daniel Sampaio. Não é segredo para ninguém que o Sporting é um clube peculiar. Para além de perder demasiados jogos há demasiados anos, está refém da banca, a quem deve muitos milhões de euros. Essa dependência gera situações humilhantes e embaraçosas, como a que aconteceu ontem na deprimente, na trágica conferência de imprensa de Bruno de Carvalho. Às perguntas dos jornalistas, o líder sportinguista  respondeu com não respostas: “Não posso falar”; “não posso dizer”; “não vou responder a isso.” Se não pode falar para que faz uma conferência de imprensa? Sorte de Bruno de Carvalho: o ridículo ainda não é taxado em Portugal.

 

 

 

O presidente do Sporting ainda não aqueceu o lugar e os barões já lhe passaram uma certidão de óbito. Carlos Barbosa, ex-vice presidente de Manuel Godinho, próximo do poder financeiro que tanto demoniza Bruno de Carvalho, já lhe ditou a sentença: mais um ou dois meses no cargo. Agora, o tempo joga em seu desfavor: ou começa a jantar com as pessoas certas ou rapidamente volta a assistir aos jogos a partir da bancada.

 









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