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“Eu não é burra; eu é muito distraída…”
Publicado em: 25 Mar, 2013
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Há muitos, muitos anos, era eu editor da secção de Sociedade do jornal O Independente quando me lembrei de criar uma secção semanal extremamente… parva. A ideia era ter uma página de corte com as hardnews que sempre caracterizaram o jornal. Queria que o leitor respirasse entre notícias, lendo entrevistas que em mais nenhuma publicação poderia ler. Conversas em que se faziam perguntas impossíveis (“Eduardo Prado Coelho: sabe o que é uma sarapitola?); indiscretas (João Almeida: continua a usar remédio para as borbulhas?); improváveis (Isabel Figueira: qual a herança de Kant para a contemporaneidade?) e, há que reconhecê-lo, algo inaceitáveis (Herman José: a cor do seu cabelo é inspirada em Roberto Leal?).

Não é fácil colocar intelectuais a falar sobre masturbação ou manequins a discorrer sobre alta filosofia. Por isso mesmo, arranjei reforços: Adelino Cunha e José Fialho Gouveia foram os dois colegas que, com a sua força e talento, alternaram semanalmente comigo a autoria de algumas das entrevistas mais divertidas da minha vida. Deixo-vos uma das mais épicas: a de Isabel Figueira. Nela, a manequim fala sobre Kant (um desconhecido), sobre a morte de Marcello Caetano no desastre de Camarate (mesmo!) e sobre cancros e tumores (duas coisas que no seu universo peculiar são muito diferentes).

Nos próximos dias divulgarei mais tesourinhos deprimentes.

 

figueiraIsabel, Isabel… Com que então um tumor e um cancro são coisas diferentes…









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