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O meu artigo desta semana no Record
Publicado em: 14 Fev, 2013
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A ameaça é de homem: “Isto vai sair-te caro!!!”. Então se for acompanhada de um olhar assassino, é de campeão. E se, ao olhar devastador, juntarmos um dedo em riste, aí já falamos de um herói – adivinharam, refiro-me a Pedro Proença, o árbitro que no último fim-de-semana, depois de ter sido ostensivamente puxado pela camisola por Cardozo durante o Nacional-Benfica, fez crescer entre os benfiquistas a ideia de que, depois do ocorrido, o jogador estaria – no mínimo – acabado para o futebol.

No final do jogo da Madeira, o cheiro a sangue pairava no ar. Tudo indicava que Proença seria implacável. Pedro terá ido para casa pensar. O futuro próximo de Óscar Cardozo encontrava-se na ponta dos seus dedos – do que escrevesse no relatório do jogo dependeria a penalização ao jogador. O documento foi fechado e enviado ao Conselho de Disciplina da FPF. E quando a penalização foi anunciada… o balão esvaziou. Um jogo de suspensão – a pena mínima. Afinal, ao contrário do que a sua postura máscula em campo dava a entender, Proença não é o King Kong de caneta em punho – é um homem bom, que se preocupa com os seus.

A alma humana é, de facto, naturalmente boa – uma qualidade que se eleva a níveis exponenciais quando falamos particularmente de sócios do Benfica. Pedro Proença é, segundo a imprensa desportiva, associado do Benfica. Ora, uma alma de tão elevado calibre teria grandes reservas em beliscar a harmonia de um clube, de um país – de uma nação.

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Aviso: este cartão pode ser uma “cavala” dos adeptos do Porto

Deste episódio, fica uma lição: quando se trata de linguagem oral e gestual, não há ninguém na arbitragem portuguesa mais bravo e com mais pêlos nas costas do que Pedro Proença. Mas quando a hora é de escrever relatórios em consonância com a explosão de testosterona exibida em campo, até o melhor árbitro mundial de futebol pode passar de animal feroz a gatinho fofinho num lapso de segundo.









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