HOMEPAGE

O dia em que fotografei – e filmei – Pistorius
Publicado em: 18 Fev, 2013
Partilhar: Partilhar no Twitter

Em Julho de 2012, enquanto enviado especial da Sábado, acompanhei os Jogos Olímpicos. Durante as três semanas que passei em Londres, fui esmagado pela força de três lendas do desporto mundial: Usain Bolt, Michael Phelps e Oscar Pistorius. Assisti ao vivo às corridas loucas de Bolt em direcção à eternidade, presenciei a última prova de natação da vida de Phelps e emocionei-me – juntamente com as  80 mil pessoas presentes no Estádio Olímpico – com a força e a capacidade de superação de Pistorius, um atleta dotado daquele magnetismo que distingue os heróis dos homens normais.

No fim das corridas, os atletas eram todos obrigados a passar pela zona mista onde se concentravam centenas de jornalistas de todo o mundo. Noventa por cento demoravam dois minutos a atravessá-la – basicamente, os jornalistas estavam a borrifar-se para os seus estados de espírito. Os restantes gastavam cerca de 20 minutos. E depois havia Bolt e Pistorius, que demoravam uma hora e meia. Foi no final de uma dessas passagens que o fotografei e que fiz um curtíssimo filme. Quer as fotos, quer o filme são maus. Mas são meus. Aqui ficam:

Image-1 (33)Durante a corrida, o barulho era ensurdecedor: “Pis-to-ri-us!; Pis-to-ri-us!”

Image-1 (31)

A loucura prosseguiu na zona mista, onde os jornalistas o assaltaram…

 

…e só terminou uma hora e meia depois. Pistorius pôde assistir a uma prova que estava a decorrer

Foi, por isso, com grande tristeza que tomei conhecimento da sua descida aos infernos. Aparentemente, o rapaz enfiou mesmo quatro balázios na namorada. E tudo indica que passará o resto da vida na choldra. Um destino que não está à altura da vida que construiu com tanta coragem. Tenho pena, mas é justo: o lugar dos criminosos é na cadeia – super-heróis incluídos.









1 comentário a “O dia em que fotografei – e filmei – Pistorius

  1. Olinda Silva

    Eu também o acho uma força da natureza, mas como ser humano que é tem as suas fragilidades e esta foi-lhe fatal. Tenho pena…dela, principalmente.

    Responder

Responder a Olinda Silva Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Current ye@r *