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Mourinho tem de contratar Paulo Futre
Publicado em: 17 Jan, 2013
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E é já. O treinador do Real Madrid precisa desesperadamente de algo que o ex-jogador tem e que Mourinho visivelmente não possui: um vasto conhecimento da cultura chinesa. Se tivesse Futre a seu lado desde o início da aventura espanhola, o ex-jogador do Atlético de Madrid tinha seguramente partilhado consigo um pouco da riquíssima sabedoria oriental. Ter-lhe-ia dito, por exemplo, que há um provérbio chinês que diz que “podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos.”

Mourinho está a colher em doses industriais aquilo que plantou durante os dois anos e meio que leva de Real Madrid. E o que escolheu para semear, dentro e fora do clube, foram, para além da sua reconhecida competência técnica, a violência física e verbal, o confronto e a intimidação.

Assim que chegou ao clube, constatou, provavelmente com choque e pavor, que havia alguém para além dele que intervinha em decisões importantes, como a compra e venda de jogadores. Resultado: Jorge Valdano, na altura director-geral do clube, teve de sair. O ex-jogador argentino bem esperneou, mas quando deu conta já estava com as malas à porta.

Eliminado o obstáculo externo ao balneário, Mourinho podia finalmente concentrar-se unicamente em fazer a equipa jogar bom futebol. Conseguiu-o durante o ano passado, em que o Real Madrid fez uma época histórica. Este ano os fantasmas voltaram. Problema: agora estão plantados mesmo no coração da equipa. Iker Casillas e Sérgio Ramos, os dois maiores ídolos da afición, não hesitam em confrontar Mourinho com os seus erros e debilidades – já o fizeram em treinos, à frente dos restantes colegas. Para além disso, serão responsáveis por fugas de informação para a imprensa desportiva, que odeia Mourinho – vá-se lá saber porquê.

Mourinho tem feito tudo para diluir o peso dos fantasmas. A última manobra correu-lhe mal: ao sentar Iker Casillas no banco, o treinador português percebeu, pela reacção irada dos adeptos, que se tiverem de escolher um ou outro, não haverá lugar a hesitações. É que Casillas não é só o maior guarda-redes do mundo – é um ídolo nacional, o capitão da equipa do Real e da selecção espanhola.









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